Do tronco partido de Judá, nasceu uma menina sem coroa e sem templo.
Zara Meir se sente perdida em sua própria dor há muito tempo e o peso de criar o irmão sozinha não ajuda quando as chamas descontroladas decidem aparecer. Quando elas ameaçam destruir tudo, um véu de sombra desconhecido as apaga e o homem que surge à sua porta parece carregar dentro de si a mesma escuridão que a salvou.
Zion, por outro lado, nunca deveria ter se aproximado, muito menos tocado o destino de Zara tão cedo. Por isso, algumas memórias precisam ser queimadas e enterradas nas frestas da madrugada antes que os dois percebam que seus selos responderam um ao outro antes da meia-noite.
Um conto natalino sobre dor, fogo, sombras… E o começo silencioso de uma guerra que ninguém está preparado para enfrentar.
Três anos antes dos acontecimentos de Cidade de Estrelas Caídas e Ira, Zara ainda não sabe que é uma zelote, muito menos que é a chave para encontrar os artefatos da meia-noite. Depois da morte dos avós, ela precisa cuidar do irmão mais novo sozinha, mas como fazer isso enquanto se sente quebrada ou quando suas chamas a ameaçam frequentemente?
No instituto dos zelotes, o sargento Zion Moss não vê motivos para acreditar que a portadora da chama celestial possa ser aquela bebê apontada pelos anjos vinte anos atrás. Após os guardiões atuais serem mordidos por demônios e seu mentor insistir no fato de que essa missão em especial poderá lhe render uma promoção na divisão, Zion decide se apresentar à comissão. Ele só não poderia ter imaginado que as faíscas daquela garota chamariam suas sombras com tanta naturalidade.
Neste conto natalino, o leitor poderá matar a saudade de alguns personagens da série principal e conhecer mais profundamente como funciona a mente do soldado mais letal da 8ª divisão dos institutos de zelotes.